Chapéu Mangueira e Babilônia reunidos no Fórum da UPP Social

13 de agosto de 2011
  • Twitter
  • Facebook
  • Orkut

Tenente-Coronel Rocha, do Comando da Polícia Pacificadora, durante o Fórum Chapéu Mangueira e Babilônia

O Fórum UPP Social Chapéu Mangueira e Babilônia marcou, esta manhã, a chegada do programa da Prefeitura às comunidades do Leme. Cerca de 150 pessoas se reuniram na quadra da Faetec, entre gestores públicos, lideranças locais e moradores, para discutir as necessidades dessas localidades e conhecer melhor a ação da prefeitura na região. A oportunidade de diálogo, base dos Fóruns do programa, foi saudada por Dona Percília Pereira, presidente da associação de moradores da Babilônia: “Hoje eu estou aqui questionando, perguntando, usando meus direitos. Essas coisas não aconteciam há tempos atrás”.

Durante o evento, foram apresentados os dados demográficos das duas comunidades, já atualizados com uma estimativa do Censo 2010. De acordo com as informações produzidas pela equipe do Instituto Pereira Passos, Chapéu Mangueira e Babilônia somam 3.740 moradores e 1.194 domicílios.

Ricardo Henriques, presidente de IPP, ressaltou a importância da apuração de dados precisos sobre as comunidades para o desenvolvimento de políticas públicas adequadas à realidade específica de cada local.  “Nosso esforço, a partir da participação e do respeito da história de cada lugar, é o de produzir modos de criar compromissos. Com isso, dizer com transparência o que nós podemos fazer e então acordar com a comunidade. É o ‘Vamos combinar’”, explicou ele, lembrando a expressão que caracteriza a UPP Social, antes de apresentar a equipe local do programa para as favelas do Leme.

A pacificação como marco para a chegada das políticas sociais foi lembrada pelo Tenente-Coronel Márcio Rocha, coordenador operacional do Comando da Polícia Pacificadora. “A polícia agora entra para promover a paz, mas nós sabemos que só com a polícia não será possível atingir os objetivos maiores que todos nós queremos”, disse ele. O Capitão Felipe Magalhães, comandante da UPP da região, complementou: “A gente sabe que é a UPP Social que vai consolidar a pacificação”. 

Dona Percília Pereira, presidente da associação de moradores da Babilônia

Demandas das duas comunidades começaram a surgir nas participações dos presidentes de associações de moradores locais. Como ressaltou Carlos Pereira, vice-presidente da associação da Babilônia, “hoje é papel das associações mostrar para o poder público essa dívida histórica” com os espaços que ficaram anos sob o domínio de grupos armados. Valdinei Medina, representante do Chapéu Mangueira, enfatizou que “a pacificação traz muitos benefícios, mas com a transformação da comunidade começam a aparecer novos problemas”. Ele referia-se a discordâncias de alguns moradores quanto a ações do programa Morar Carioca na área.

Ana Luna, engenheira da Secretaria Municipal de Habitação, reafirmou o compromisso do programa com a melhoria na qualidade de vida dos moradores  da comunidade. “Hoje, nossa atuação tem três eixos: retirar famílias de áreas de risco; implantar uma rede viária na Babilônia que sirva para atender a serviços como coleta de lixo e escoamento da água da chuva; e garantir a preservação de áreas de proteção ambiental”, explicou. Durante o encontro, ficou combinado que os moradores apresentariam suas dúvidas sobre o projeto aos engenheiros da Habitação.

O Fórum também discutiu um problema que vem preocupando os moradores da Babilônia-Chapéu Mangueira: o risco provocado por animais domésticos . É alto o número de casos de moradores mordidos por cachorros que são criados soltos pelas ruas.. Felipe Fische, da Secretaria Especial de Proteção aos animais, ressaltou a importância da conscientização dos donos para a solução do problema. “Nós estamos também implantando um serviço de transporte que virá à comunidade para recolher animais e levá-los ao nosso centro de esterilização”, completou.

Extensa e variada, a pauta do Fórum continuará a ser discutida nas reuniões comunitárias mensais organizadas pela equipe da UPP Social no Chapéu Mangueira e Babilônia. A próxima será no dia 14 de setembro, em hora e local a serem divulgados.

Além de representantes das Secretarias Municipais de Saúde e Urbanismo, o Fórum UPP Social também contou com a presença de André Felipe, representante da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos e secretário-executivo do Comitê Executivo de Políticas Sociais nos Territórios Pacificados do Governo do Estado.

Outros posts

Deixe um comentário